Sobre o PNR, e outros partidos


Texto de Rogéria Gillemans, em resposta ao postal “José Pinto-Coelho, Para Presidente de Portugal”

Sobre o PNR, e outros partidos

Não deixa de ser preopcupante assistir ao que se passa em Portugal.
A chamada “Democracia” instalada desde 1976 onde logo surgiram partidos políticos como fungos saídos das estufas abrilinas, socialista-pró-soviético, os mesmos que destruiram a Nação, e entregaram as províncias do Ultramar de acordo com simpatias e lucros, que enriqueceram com a destruição da mesma, e sobre a destruição das vidas de milhares e milhares de portugueses, e assim estruturaram partidos, ou o que quisermos convir por tal. E que passados uns tempos a maioria desapareceu, ficaram cinco com assento parlamentar. Os mais ricos.
Partidos esses que estão longe de representar a sociedade, e esta, está longe de estar representada por esses partidos, uns não se identificam com os outros!
E, giram a vida política Nacional à volta de si próprios, relegando todas as restantes instituições para quinto plano, e subjugando o povo português, aos seus meros interesses.

Desde 1974 tivemos um partido que mais defendia a causa Nacional, o MIRN, que acabou por se extinguir por falta de dinheiro.
Têm ocorrido da parte dos mais afoitos várias tentativas para a formação de outros partidos, com vida efémera. É que para se montar uma organização destas é preciso muito dinheiro e quem se mete nesta aventura acaba por norma, incompatibilizado com o mundo e, cheio de dívidas.
Os partidos que nos desgovernam desde 1976 foram organizados e estruturados com dinheiros arrebatado dos cofres do Estado, do tráfico dos diamantes e do marfim de Angola.

Daqui se infere que a “democracia” escorrega facilmente para a plutocracia, ou seja o regime dos ricos. E vai, a pouco a pouco, blindando o sistema., onde só cabem os ricos, e mais nada! Nunca em Portugal existiu tanta exclusão, pobreza, corrupção, imoralidade, incompetência, abuso do poder, e criminalidade dos que tomaram conta do poder, como tem vindo acontecer desde 1974.
Com a agravante que tudo gira à sua volta, e a única coisa que geram são empregos para as suas clientelas. Que em vez de defenderem os interesses Nacionais, a dignidade, a moral, a segurança, a honra, e o bem estar do povo, são escolas de maus exemplos, de maus vícios, de más práticas, e vigarices constantes.

E assim os portugueses vão vivendo com o pouco que o país produz e com o muito que deve. Portugal para os portugueses passou a ser apenas o objecto, não a finalidade.
Portugal é hoje um país esfrangalhado, nenhum país tem futuro se mantiver no seu seio divisões deste “sistema” insanáveis.
A contradição é, quando a situação piora, quando há crises, ou quando se percepcionam cataclismos sociais e políticos (para já não falar em ameaças de terrorismo), eles aparecem em catadupas de vozes a clamar pela União Nacional, pela “unidade”, por “acordos de regime”, pelo “consenso institucional”, etc…etc…etc.

Eles não se entendem, usam a Assembleia não para discutirem em seriedade e com aprumo os problemas do país e do seu povo, mas para se insultarem uns aos outros, o país está aos esfrangalhado, o povo sofre, fora das suas fronteiras ninguém acredita em Portugal, nem aqueles que se governam à custa do poder têm credibilidade.
O sistema, tido por democrático, baseado neste tipo de partidos, só funciona, também, enquanto houver dinheiro. E, enquanto houverem alguns cidadãos a irem de férias a uma qualquer ilha paradisíaca mesmo que seja com o cartão de crédito, nunca se irá revoltar contra este estado de coisas. Mesmo confrontando como têm sido bastos os casos de atentados aos nossos princípios éticos, a criminalidade vária, e a subversão de valores.

O PNR não fez parte da destruição da Nação, não defraudou os cofres do Estado para organizar partido, não fez amizade conveniente com Savimbe ou outros da UNITA, nem do MPLA para tráfico dos diamantes e do marfim de Angola para enriquecer, não tomou parte da traição sobre a entrega das províncias do Ultramar, recebendo os louros remunerativos.
O continuar este descalabro, mantendo no poder os criminosos, ou a permissividade sobre este estado de coisas está nas mãos dos portugueses, ou votam em partido diferente, ou nem um único voto vai para eles.
Eles nada têm a perder, já conseguiram os seus objectivos, o povo é o grande derrotado.
Eles se for declarada a bancarrota fazem as malas e retiram-se para uma das tais ilhas paradisíacas, os portugueses ficam com um país para erguer da devastação.

É altura de mudar

A não perder, Angola Terra Nossa


Angola Terra Nossa, A independência que não foi dada e a descolonização que não foi realizada! De Rogéria Gillemans

A Salazar o Estadista de Portugal!


Resposta de Rogéria Gillemans ao postal do 121º aniversário do nascimento do Oliveira Salazar 

Obrigado por partilhar este belo poema com A Voz Nacional e todos os seus leitores, um bem-haja.

Se mais construísses, mais teriam para destruir!
Se mais amealhasses, mais teriam para roubar!
Se mais protegesses, mais teriam para humilhar!
Se mais edificasses, mais teriam para derrubar!
Se tu pedias para enaltecer a Pátria!
Estes mandam-nos calar!

Se tu eras a honra e glória do Minho a Timor, uma só Nação!
Estes ultrajam, e envergonham Portugal,
como cadáveres imundos que são!

Se tu eras a inteligência, estes não têm aptidão!
Se tu cuidavas do teu povo como braço de produção!
Estes oferecem o desemprego negando-lhes o pão!
Se tu inauguravas hospitais!
Estes mandam-nos fechar, já sem dinheiro,
porque acima da saúde do povo,
os seus bolsos vêm primeiro!

A Nação que construíste já não existe!
Mataram-na, como tu previste!
O teu povo parte foi assassinado!
Pelos escribas do demónio,
que nunca conheceram um arado!

Salazar tu foste um Estadista,
Que Portugal do Minho a Timor,
e o mundo conheceu,
Estes nem nós sabemos o que são,
só sabemos que depois de assaltarem a Nação
já sem mais que roubar, ainda nos roubam o pão!

A Salazar o Estadista de Portugal!

Poema de, Rogéria Gillemans,  Longe é a lua

Oh Bandeira de Portugal…!


Fonte: Longe é a lua de Rogéria Gillemans, a não perder

Sinto o teu ressonar no meu ouvido;
Como sino ardente!
E no coração o teu murmúrio,
que é arrulho de dor!

Sinto que fulgura com ardores,
a glória das tuas cores…!
Feitas de fogo, esperança,
heroísmo e ideais!

A Bandeira, sonhamo-la imortal!
A flutuar aos ventos da esperança…!
Vivemo-la desde criança;
Queremo-la e amamos como nossa!
Com supremos arrebatos de fervor,
e união!

Ventos trágicos e sinistros tudo nos usurpou!
Tudo o que amamos, tudo o que era nosso!
Pai nobre, doce mãe, tíbio lugar…!
Somos orfãos, erramos dolorosos peregrinos;
Por insólitos caminhos do azar que nos ficou!

Só tu Bandeira! Ficas-te só tu!
Que nunca morras!
Tu és a alma da Pátria;
Debaixo do céu, e sobre o mar!
És o símbolo da nossa idade,
que impõe ao mundo a nossa existência,
e a nossa verdade!

A Bandeira tremula aos ventos,
a nossa história!
No alto do madeiro carcomido do quartel,
do torreão…!
Que soldado há jurado sob ela,
converter-se em herói Pátrio!
P’ra defender até ao último girão,
a honra da Nação!

Poema de, Rogéria Gillemans

PORTUGAL ATRAIÇOADO!


Fonte: Longe é a lua de Rogéria Gillemans

Descarta Pátria minha o manto que vilmente
sobre teus nobres ombros pôs a barbárie cruel,
levanta-te já do pó, e entoa o hino da liberdade!
Empunha a tua Bandeira feita de purpúra,
esperança, e glória!
Desfralda aos ventos, o teu passado,
brasão, lauro, e a tua história!

Teus filhos que se lembrem das virtudes
do teu grandioso pedestal!
Mostrando às nações teu título imortal!
Deixa Pátria amada, que os ventos
ruidosos, da tua destruição,
misturem os teus aos meus,
os hinos do prazer celebrando a tua ditosa,
e contentamento do passado de grande Nação!

Vi pungirem-te a ferro e fogo,
fazendo-te instrumento de vingança cruel,
empunhando a espada da morte desventraram o teu ser!

Pela mão de verdugos apátridas,
que puseram a acha do poder!
E fúnebres ciprestes formaram o teu dossel!
E logo os teus verdadeiros filhos,
aqueles que por ti davam a vida,
Viste proscritos, errabundos, chorosos a divagar…!

Tristes e abatidos de olhos moribundos,
olhando o céu cansados de chorar!
Sabes Pátria querida, quantas vezes chorei a tua dor,
chorei a tua destruição, chorei a tua desdita,
e lamentei contigo o cruel padecer?!

Teus filhos, como Fénix renascidos,
abraçam-te e juram devolver-te
a tua augusta dignidade, entre eles não existem,
Nem servos, nem traidores, nem tiranos!
Pátria idolatrada, que foste cingida de Glória,
Teu passado soberano, te guardará a História!

Poema de, Rogéria Gillemans