O choque tecnológico


Após o acordo ortográfico que nos irá permitir compreender melhor as novelas brasileiras, bem como alguns jogadores da nossa selecção, chegou o momento da revolução tecnológica. Numa visita à escola secundária André de Gouveia, em Évora, o Primeiro-ministro, José Sócrates, prometeu revolucionar o ensino público de uma maneira frugal, computadores, videovigilância, internet e videoprojectores, um investimento de 400 milhões de euros. Investe-se em quase tudo, até num tratado de Lisboa que iria por a Europa na mão do capitalismo desenfreado (Obrigado Irlanda), esquece-se no entanto a figura principal de todo o processo, o Professor, que num estado desacreditado, terá que para alem de ensinar, também educar os seus alunos, esquecido e amedrontado por um sistema caduco, ele é a personagem que no meio da tanta politiquice “democrática“, irá acarretar as consequências deste desgoverno educacional.