Compagnia dell’Anello – Jan Palach


Fame, morte, schiavitù: il coraggio nasce a volte così
bandiere rosse su una città e in occidente cè solo viltà.
Primavera di libertà, carri armati nelle strade:
il sangue a Praga è sparso al vento, quanto orrore in quel momento.

Quanti fiori sul selciato, quante lacrime avete versato
quante lacrime avete versato per Praga.

Volti grigi senza nome, soldati russi e terrore:
giù le mani dal mio paese, il mio sangue lavi le offese.
Una piazza, strade vuote, solo un uomo e un altare;
sacrificio per lonore, sul rogo un giovane muore.

Quanti fiori sul selciato, quante lacrime avete versato
quante lacrime avete versato per Praga.

E morto sotto i carri armati il futuro che avete sognato,
nella gola vi hanno cacciato le grida di un corpo straziato.

Quanti fiori sul selciato, quante lacrime avete versato
quante lacrime avete versato: Jan Palach, Jan Palach, Jan Palach…

Winston Churchill deixou milhões de indianos morrerem de fome


O Primeiro-Ministro britânico Winston Churchill deliberadamente deixou milhões de indianos morrerem de fome, diz a autora de um novo livro, motivado pelo seu ódio racial.

Cerca de três milhões de pessoas morreram na Grande Fome de Bengala em 1943 após o Japão capturar a vizinha Birmânia – grande fonte de importação de arroz – e as autoridades britânicas guardarem toda a comida para soldados e operários de guerra.

A compra em pânico de arroz levou a uma subida vertiginosa dos preços, e os canais de distribuição foram desactivados quando as autoridades confiscaram ou destruíram a maioria dos barcos e carros de Bengala para evitar que caíssem em mãos japonesas, caso fossem invadidos.

O arroz repentinamente tornou-se escasso no mercado e, enquanto a fome se espalhava pelas aldeias, Churchill repetidamente recusava súplicas por carregamentos emergenciais de alimentos.

Massas de famintos migraram para Kolkata, onde testemunhas descreveram homens lutando por restos e mães esqueléticas morrendo nas ruas enquanto os britânicos e indianos de classe média comiam fartas refeições em seus clubes e em casa.

Essa epidemia de fome é dos capítulos mais negros do Raj Britânico, mas agora a autora Madhusree Mukerjee disse ter descoberto evidências de que Churchill foi directamente responsável pelo extremo sofrimento.

Seu livro, “Churchill’s Secret War”, mostra documentos nunca antes vistos que dizem que nenhum navio podia ser poupado da guerra. Análise de encontros do gabinete de guerra mostra que navios carregados de grãos da Austrália passavam pela Índia em seu caminho para o Mediterrâneo, onde grandes reservas foram construídas.

“Não era uma questão se Churchill sabia ou não: pedidos de suprimentos para Bengala foram feitos repetidamente e ele e seus associados mais próximos recusaram todos os esforços”, disse Mukerjee.

“Os Estados Unidos e a Austrália ofereceram-se para prestar ajuda mas não puderam, porque o gabinete de guerra não queria liberar os navios. E quando os americanos ofereceram-se para enviar comida em seus próprios navios, a oferta não foi seguida pelos britânicos”.

Segundo a autora, a atitude de Churchill para com os indianos era pouco admirável: “Ele disse coisas terríveis sobre os indianos. Disse à sua secretária que queria que eles fossem bombardeados. Ele estava furioso com os indianos porque antevia que os EUA não deixariam que o domínio britânico continuasse na Índia”.

Churchill desprezava o líder do movimento de independência, Mahatma Gandhi, descrevendo-o como “homem santo semi-nu”. Quando pediam-lhe para enviar comida, Churchill respondia perguntando o porque de Gandhi ainda não ter morrido.

“Eu odeio os indianos…”, disse Churchill a Leo Amery, Secretário de Estado para a Índia. Ele ainda acusou os indianos de provocarem a própria fome por “procriarem como coelhos”.

Fonte: The Raw Story

Companhia União Fabril – CUF (II)


Testemunhos

Chamo-me Adalberto Manuel Borges Petinga, tenho actualmente 57 anos, porque os meus pais eram trabalhadores da CUF, nasci na maternidade do Posto Médico da CUF, no Lavradio (Barreiro) e logo bebé fui para a respectiva creche até ao primeiro ano de vida.
Logo pela nascença fiquei “agarrado” à CUF.
Fins a instrução primária na Moita, onde vivia e após conclusão desta, voltei ao Barreiro, para frequentar a Escola I. C. Alfredo da Silva, como aluno e mais tarde de 1977 a 1980, como professor.
Nunca frequentei a Colónia de Férias, em criança, pois tinha muito medo “pavôr” de fazer a análise do sangue na inspecção médica, que era obrigatória.
Mas já com 17 anos fui frequentar o curso de monitores para colónias de férias e com 18 anos (1972) ingressei como monitor desta saudosa colónia de férias. Tanto amor lhe tinha, que por lá fiquei até 1981, tendo até anos de fazer dois turnos, durante esses anos passei por todas as cores e nos últimos três anos fui Monitor Geral.
Adorei todos os anos que ali passei parte das minhas férias e da minha mocidade.
Recordo com muita saudade as crianças das quais fui monitor, hoje homens, das quais possúo algumas fotografias, que de vez em quando as revejo no meu álbum, para matar a saudade desses tempos, assim como todos os colegas monitores com quem me cruzei durante esses gloriosos tempos.

Recordo com emoção:
-Os serões que se faziam, com a “criançada”.
-Os campeonatos de futebol.
-As gincanas de carrinhos de madeira, feitos pelos garotos e monitores.
-Os grandes jogos olímpicos, com a sua grande cerimónia e desfile de abertura, com o hastear da bandeira olímpica e o acendimento da pira e até a atribuição das medalhas e colocação da coroa de louro aos vencedores das várias modalidades.
-O grande jogo de pista, pela bela Serra de Sintra, ou a caça ao tesouro, conforme a garotada mais gostava de lhe chamar.
-Os passeios a pé e de autocarro, pelos arredores da colónia.
-As actividades de trabalhos manuais nos alpendres.
-A célebre festa final, na última tarde, onde a pequenada ensaiada pelos monitores cantava, dançava e representava, nesta festa também nós monitores actuávamos, de um modo geral como cantores, dançarinos de folclore, fazíamos teatro e fazíamos as partidas aos monitores mais novos, que metiam sempre a célebre “banhada”, que a garotada achava sempre muita graça.
-Na última noite era a despedida final, com o acender das fogueiras no campo de futebol e entoação de cantigas de grupo à volta das fogueiras, as quais culminavam com a entoação do Hino do Adeus.
Aqui todos chorávamos, crianças por um lado e monitores por outro.
(Estou a escrever estas palavras e não contenho as lágrimas que me escorrem pela cara).

Todas estas actividades eram preparadas com todo o pormenor, pois tudo tinha de correr bem.
Muitas noitadas sem ir à cama, para preparar tudo isto. Mas de facto tudo isto valeu a pena.

Recordo também aqui, as partidas e as brincadeiras, que nós os monitores, tínhamos uns com os outros, quando a pequenada já adormecia.
De um modo geral o “bombo da festa” os sacrificados, eram sempre os monitores caloiros:

-Desde o retirar da sua cama o estrado e em vez deste colocar canas a suportar o colchão.
-Apanhar um sapo e colocá-lo no fundo da cama.
-Etc…

Hoje só lastimo, o ponto a que tudo isto chegou, como foi possível deixarem desfazer um local tão bonito e aprazível, onde milhares de crianças deste país passavam alguns dias de férias, muitas vindas do Interior Norte e Alentejo (Recordo o pequenito Libâneo de Mourão ou Reguengos de Monsaraz, que ali pela primeira vez viu o mar, parece que estou a ver a sua admiração no 1º dia da praia, coisa fascinante para o garoto).
Passei há quatro ou cinco anos pelo local, fiquei simplesmente desolado.

Conforme disse atrás, tenho imensas fotografias que brevemente tentarei colocar neste blog, para que todos aqueles que passámos por aquele belo espaço, possam rever e reviver as suas vidas, porque não esqueçamos que “Recordar é Viver”.

Um grande abraço para a grande família CUF de colonos e monitores.

Um grande bem haja a todos.

Adalberto Petinga

Companhia União Fabril – CUF


Testemunhos

Sou o que Alfredo da Silva queria que eu tivesse sido, afirma orgulhoso Manuel Gomes Cerqueira, de 58 anos. “Eu não nasci num quintal. Nasci no posto médico da CUF. Fui para o infantário da CUF, à escola da CUF, para a colónia de férias da CUF, para o centro educativo da CUF, para a Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva (inaugurada em 1947) onde tirei o curso industrial”

Com 94 anos, Maria Maurício Firmino ainda hoje diz que “a CUF era uma casa como não havia nenhuma no País. O patrão foi o pai e a mãe de toda a gente no Barreiro”. 

 A dactilógrafa concorre para um lugar nos escritórios deste império em 1948 – Alfredo da Silva já tinha falecido há seis anos e era agora o seu genro, Manuel de Mello, quem geria os destinos do grupo industrial. Filha de um inspector principal dos Caminhos de Ferro, estabelecido na cidade, teve sempre a casa farta. Casou com um escriturário e recorda que governava a casa com apenas 300 escudos. Ela ganhava 1200. Reformou-se pouco antes de 74, mas acredita “que não se devia ter nacionalizado aquelas fábricas”. 

A CUF tinha sobrevivido a duas guerras mundiais e a dezenas de crises, mas não resistiu à Revolução do 25 de Abril de 1974

O “histórico” treinador Manuel de Oliveira sabe que o Grupo Desportivo da CUF podia ter sido campeão nacional se o “patrão” quisesse o futebol do clube disputou-se na primeira divisão, desde a época de 53/54 e durante 22 anos. 

“Quando eu entrei para jogador entrei também como funcionário da CUF. Naquela altura, o futebol não era profissional. O que interessava mais do que ser jogador era o emprego na CUF” – explica Manuel de Oliveira, 76 anos. O antigo jogador saiu do Sporting para ser empregado de escritório na indústria barreirense e para a sua mulher se empregar nos têxteis

Quem ia estudar procurava a Académica de Coimbra; no GD da CUF, era o emprego que aliciava. No plano desportivo, o Sporting era mais forte. Mas senti-me muito bem no GD CUF porque podia não só jogar como trabalhar.’ 

Foi como treinador, na época em que foi inaugurado o Estádio Alfredo da Silva, que Manuel de Oliveira levou o clube a competições europeias batendo o AC Milão por 2-0 em casa, em 1965. 

Capitão-Mor tinha 22 anos quando, na época seguinte, se estreou no clube. “Bem dita a hora porque passei de operário a empregado da CUF. O meu pai era soldador e passou a chefe. A minha mãe era empregada têxtil, andava com bata preta, e passou a pagadora.” Conta o ponta-de-lança – hoje com aos 65 anos e um filho no futebol do GD Fabril que promete ir longe – que pelo clube passaram muitas figuras também do Benfica como Ferreira Pinto, Mário João, Arsénio. “Éramos fortes, estávamos sempre classificados em 5.º, 6.º lugar”

Mas o clube das fábricas do Barreiro não brilhava só no futebol. Manuel Gomes Cerqueira, filho de empregados da CUF e também ele lá trabalhador, foi o único capitão da Selecção Nacional de Basquetebol do GD CUF. No hóquei em patins, Vítor Domingos foi considerado o melhor guarda-redes do Mundo, em 1972. Também na Selecção Nacional, o jogador já tinha conquistado um Campeonato Mundial em 68 e quatro competições europeias. 

Este ano foi encontrada uma bandeira do GD CUF que data de 1928. Julgava-se, até aqui, que o clube datava de 27 de Janeiro de 1937. Praticam-se hoje como modalidades principais o futebol (na 3.ª divisão nacional), hóquei (formação), ténis, judo, ginástica, futsal (3.ª divisão nacional), kickboxing e atletismo. Além do Estádio Alfredo da Silva, inaugurado em 1965, o agora GD Fabril tem ainda um pavilhão multiusos, dois campos de futebol de relva natural, três sintéticos, uma pista de atletismo e cinco courts de ténis, três de terra batida e dois sintéticos. 

“Enquanto presidente do Grupo Desportivo Fabril, vou sempre manifestar o meu descontentamento por as forças vivas desta terra – e muito mais os políticos –, que defendem os cem anos da CUF, se esqueceram que a CUF tem um Grupo Desportivo, que está vivo e vai continuar vivo” – afirma Faustino Mestre. Recorda o presidente do Fabril que ‘a família Mello foi mal tratada no Barreiro, mas resistiu ao temporal do 25 de Abril. Não se apaga a História. E mal vai o País quando não consegue aprender com a sua História. 

Encerra os restos mortais de Alfredo da Silva (1871-1942)

Estaline consentiu o massacre de 22 mil polacos em Katyn


Sete documentos secretos que responsabilizam a Rússia pelo massacre de 22 mil polacos em Katyn, em 1940, quando  Josef Vissarionovitch Stalin se encontrava no poder, vieram agora a público.

A Rússia nunca reconheceu os acontecimentos de Katyn e  ainda em 2008, a imprensa russa chegou a atribuir estes crimes a Adolf Hitler. Agora pode-se ver a assinatura de Estaline a concordar com a proposta do chefe da polícia política NKVD, que sugere

 “ examinar rapidamente o uso das maiores formas de punição – morte por fuzilamento” para exterminar os oficiais polacos, sem julgamento nem investigação.

KATYŃSKI MARSZ CIENI – Warszawa 2009

A história Soviética


O extermínio dos Ucranianos, 1932-1933

Oliveira Salazar, 121º aniversário do seu nascimento


António de Oliveira Salazar  (Santa Comba Dão, 28 de Abril de 1889 — Lisboa, 27 de Julho de 1970)