Férias


Vou estar de férias até à segunda quinzena do mês de Setembro, sempre que me for possível, virei aqui actualizar A Voz Nacional.

Companhia União Fabril – CUF


Testemunhos

Sou o que Alfredo da Silva queria que eu tivesse sido, afirma orgulhoso Manuel Gomes Cerqueira, de 58 anos. “Eu não nasci num quintal. Nasci no posto médico da CUF. Fui para o infantário da CUF, à escola da CUF, para a colónia de férias da CUF, para o centro educativo da CUF, para a Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva (inaugurada em 1947) onde tirei o curso industrial”

Com 94 anos, Maria Maurício Firmino ainda hoje diz que “a CUF era uma casa como não havia nenhuma no País. O patrão foi o pai e a mãe de toda a gente no Barreiro”. 

 A dactilógrafa concorre para um lugar nos escritórios deste império em 1948 – Alfredo da Silva já tinha falecido há seis anos e era agora o seu genro, Manuel de Mello, quem geria os destinos do grupo industrial. Filha de um inspector principal dos Caminhos de Ferro, estabelecido na cidade, teve sempre a casa farta. Casou com um escriturário e recorda que governava a casa com apenas 300 escudos. Ela ganhava 1200. Reformou-se pouco antes de 74, mas acredita “que não se devia ter nacionalizado aquelas fábricas”. 

A CUF tinha sobrevivido a duas guerras mundiais e a dezenas de crises, mas não resistiu à Revolução do 25 de Abril de 1974

O “histórico” treinador Manuel de Oliveira sabe que o Grupo Desportivo da CUF podia ter sido campeão nacional se o “patrão” quisesse o futebol do clube disputou-se na primeira divisão, desde a época de 53/54 e durante 22 anos. 

“Quando eu entrei para jogador entrei também como funcionário da CUF. Naquela altura, o futebol não era profissional. O que interessava mais do que ser jogador era o emprego na CUF” – explica Manuel de Oliveira, 76 anos. O antigo jogador saiu do Sporting para ser empregado de escritório na indústria barreirense e para a sua mulher se empregar nos têxteis

Quem ia estudar procurava a Académica de Coimbra; no GD da CUF, era o emprego que aliciava. No plano desportivo, o Sporting era mais forte. Mas senti-me muito bem no GD CUF porque podia não só jogar como trabalhar.’ 

Foi como treinador, na época em que foi inaugurado o Estádio Alfredo da Silva, que Manuel de Oliveira levou o clube a competições europeias batendo o AC Milão por 2-0 em casa, em 1965. 

Capitão-Mor tinha 22 anos quando, na época seguinte, se estreou no clube. “Bem dita a hora porque passei de operário a empregado da CUF. O meu pai era soldador e passou a chefe. A minha mãe era empregada têxtil, andava com bata preta, e passou a pagadora.” Conta o ponta-de-lança – hoje com aos 65 anos e um filho no futebol do GD Fabril que promete ir longe – que pelo clube passaram muitas figuras também do Benfica como Ferreira Pinto, Mário João, Arsénio. “Éramos fortes, estávamos sempre classificados em 5.º, 6.º lugar”

Mas o clube das fábricas do Barreiro não brilhava só no futebol. Manuel Gomes Cerqueira, filho de empregados da CUF e também ele lá trabalhador, foi o único capitão da Selecção Nacional de Basquetebol do GD CUF. No hóquei em patins, Vítor Domingos foi considerado o melhor guarda-redes do Mundo, em 1972. Também na Selecção Nacional, o jogador já tinha conquistado um Campeonato Mundial em 68 e quatro competições europeias. 

Este ano foi encontrada uma bandeira do GD CUF que data de 1928. Julgava-se, até aqui, que o clube datava de 27 de Janeiro de 1937. Praticam-se hoje como modalidades principais o futebol (na 3.ª divisão nacional), hóquei (formação), ténis, judo, ginástica, futsal (3.ª divisão nacional), kickboxing e atletismo. Além do Estádio Alfredo da Silva, inaugurado em 1965, o agora GD Fabril tem ainda um pavilhão multiusos, dois campos de futebol de relva natural, três sintéticos, uma pista de atletismo e cinco courts de ténis, três de terra batida e dois sintéticos. 

“Enquanto presidente do Grupo Desportivo Fabril, vou sempre manifestar o meu descontentamento por as forças vivas desta terra – e muito mais os políticos –, que defendem os cem anos da CUF, se esqueceram que a CUF tem um Grupo Desportivo, que está vivo e vai continuar vivo” – afirma Faustino Mestre. Recorda o presidente do Fabril que ‘a família Mello foi mal tratada no Barreiro, mas resistiu ao temporal do 25 de Abril. Não se apaga a História. E mal vai o País quando não consegue aprender com a sua História. 

Encerra os restos mortais de Alfredo da Silva (1871-1942)

Estaline consentiu o massacre de 22 mil polacos em Katyn


Sete documentos secretos que responsabilizam a Rússia pelo massacre de 22 mil polacos em Katyn, em 1940, quando  Josef Vissarionovitch Stalin se encontrava no poder, vieram agora a público.

A Rússia nunca reconheceu os acontecimentos de Katyn e  ainda em 2008, a imprensa russa chegou a atribuir estes crimes a Adolf Hitler. Agora pode-se ver a assinatura de Estaline a concordar com a proposta do chefe da polícia política NKVD, que sugere

 “ examinar rapidamente o uso das maiores formas de punição – morte por fuzilamento” para exterminar os oficiais polacos, sem julgamento nem investigação.

KATYŃSKI MARSZ CIENI – Warszawa 2009

Ainda o caso Freeport


Via Vida Breve 

Se o caso não fosse preocupante, até que dava para rir.

PSD defende distribuição gratuita de droga


Quando li esta manhã que um energúmeno da JSD, Alexandre Gaudêncio e candidato à liderança do PSD Açores, defende a distribuição gratuita de droga aos toxicodependentes, deu-me logo uma daquelas angústias existenciais.

Eu tenho o meu feitio e um “gajo” tenta ser por vezes tolerante nos seus postais, mas cada vez mais os políticos do sistema, não sei se por defeito ou feitio, acabam todos por ter ideias de “merda”, provavelmente sofrem de alguma alteração genética, terão no seu organismo algum “by-pass” (a moda das estrangeirices) entre o intestino e o cérebro, provocando de tempos a tempos uma diarreia mental colectiva.

Está uma pessoa recostado no seu sofá a beber umas minis, já que o dinheiro não dá para mais, e leva logo com notícias deste calibre, acreditem que até o malfadado do tremoço fico retido na traqueia. O país é deles, dos “paneleiros” e “lésbicas” desses cabrões “cheira-cus”, amantes de um sistema macabro, abrem a boca e logo sai “merda”.

Será que após aprovarem tal lei, iremos ter os primeiros chutos com cobertura televisiva e em horário nobre, o caso não seria para menos… estes “doentes” merecem muito mais e o povo iria adorar, poderíamos adoptar como um novo desporto nacional, “Quem tomba primeiro?” iria fazer as delícias da pequenada.

Destroem o sistema nacional de saúde, para depois virem promover as clínicas de morte, (leia-se aborto) e agora, as salas para os drogados, tudo isto à conta dos dinheiros públicos.

A grande moda deste verão


 

Com a devida vénia ao Reaccionário