PNR – Acção no Tamariz

Um ‘apartheid’ conformado impõe-se na praia do Tamariz

Vigiados por mais de 50 polícias, cerca de duas dezenas de membros do PNR foram ao Estoril exigir mais segurança nas praias, sob o olhar espantado dos turistas

A fronteira não se vê. Mas ela está lá, bem definida, na areia da praia do Tamariz, no Estoril. É uma espécie de linha de apartheid que separa. Para um lado, brancos, turistas e portugueses. Para o outro, negros, certamente portugueses, a maior parte. Visto do paredão, do lado de cá do areal, é esta a paisagem assustadoramente definida que se observa. “Já é assim há muito tempo, já todos sabem para que lado devem ir”, atira com um encolher de ombros o empregado de uma das esplanadas.

Mas para Michael e Julia, turistas alemães, de 21 e 23 anos, é “chocante” a imagem. “Nunca tínhamos visto nada assim noutros países da Europa onde passamos férias”, afirmam. Michael e Julia desconheciam os distúrbios do fim-de-semana passado naquela praia (ver caixa) e mostram-se surpreendidos com o aparato policial bem visível.

À vista, quatro carrinhas das equipas de intervenção rápida da PSP, com oito elementos cada uma, outra da Polícia Marítima, mais uma dezena de polícias municipais e, mais discretos, mas reconhecíveis, mais de uma dezena de elementos da investigação criminal da PSP. Ao todo deveriam ser mais de 50.

O reforço de policiamento destacado na sequência dos conflitos de há uma semana foi ontem ainda mais “reforçado” por causa da concentração marcada pelo Partido Nacional Renovador (PNR). Pouco mais de duas dezenas de nacionalistas, liderados por José Pinto Coelho, desfilaram pelo paredão da praia, empunhando largas bandeiras portuguesas, enquanto distribuíam panfletos aos transeuntes.

“Não estamos aqui para provocar”, garantia Pinto Coelho, “só viemos demonstrar que não é aceitável que as pessoas deixem de vir às praias por se sentirem inseguras, que deixem de andar nos transportes públicos porque são assaltadas”. Do lado de baixo, no areal, ouviram-se alguns insultos, que não passaram despercebidos aos nacionalistas. “É mesmo contra a escumalha que nos insulta que estamos aqui a protestar”, dizia um dos apoiantes do PNR.

Poucas eram as pessoas que se aproximavam do grupo, mas alguns chegavam mais perto para ouvir Pinto Coelho, chegando a apertar-lhe a mão e a dar-lhe palmadinhas nas costas. “Assim é que se fala, é preciso ter coragem para dizer as verdades”, acenava efusivamente com a cabeça Carlos Osório, 54 anos. “Venho a esta praia desde miúdo e cada vez está pior. A polícia só vem para cá quando aparece alguma coisa na televisão, porque assaltos há todos os dias, nas lojas, na praia, nos comboios”, afiança.

Nas esplanadas ninguém está indiferente ao “passeio” nacionalista, seguem-no atentamente com o olhar, mas quase ninguém quer prestar declarações. Pinto Coelho continua a pregar contra o “paraíso dos criminosos” que impera em Portugal e também em defesa dos “polícias, agredidos todos os dias”.

Um casal de gregos, de meia- -idade, senta-se numa mesa e pergunta ao empregado o que se passa. Este limpa o suor da testa com um lenço, e suspira: “Hoje não deve passar-se nada, é só a polícia que anda a fazer exercício.” Quando lhes vira as costas, pisca-nos o olho. Depois explica-nos, quase em surdina: “Isto foi para não assustar os turistas.”

Ele, confessa, está “assustado, um pouco”, desde há uma semana. “Nunca tínhamos visto uma cena daquelas, não sei como não ficou mais gente ferida”, recorda. Já se habituou também a ver a “linha invisível” que separa os banhistas no areal. “Quanto menos misturas melhor, só dão confusão”, diz, naturalmente, fazendo da segregação lei no Tamariz.

Michael e Julia, que estiveram ainda uns minutos a hesitar, acabam por voltar à praia. “Com tantos polícias não deve haver problema”, sorriem. Descem as escadas para a areia, seguem o passadiço em frente e viram à direita, para o lado “branco” da fronteira.

Fonte: Diário de Noticias

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4 Respostas

  1. Portugal está a ser colonizado por pretos;
    E os que tem, não dizem respeito nem aos portugueses, nem a Portugal.
    Os pretos são de África.
    Em África os pretos dizem que: África é nossa (dos pretos).
    E a Europa, é de quem?
    Em África os pretos assassinam os brancos.
    Na Europa há brancos assassinados pelos pretos
    Em África os brancos não têm protecção de nenhuma “autoridade” deles, dos pretos.
    Na Europa, Portugal, o tal Sócrates oferece toda a protecção aos pretos.
    Registar os portugueses brancos nascidos no Ultramar, como Portugueses de facto, porque o eram, ( mas na fuga da guerra os registos de nascimento ficaram nos arquivos das províncias ultramarinas portuguesas, novos registos tiveram que ser feitos ), e foi uma barreira que teve que ser derrubada com muito esforço, as “autoridades” portuguesas negavam a nacionalidade portuguesa às crianças brancas nascidas no Ultramar, não admirava os pais dessas crianças, uma vez que os donos do país saídos de Abril eram analfabetos. Acabando os portugueses brancos nascidos no Ultramar – Português por ficar com duas nacionalidades, uma aberração, que faz rir muitos estrangeiros, mas também isso era compreensível para a inteligência dos portugueses do Ultramar, eles os de Abril queriam dar o Ultramar como estrangeiro, nunca o Ultramar foram terras de Portugal, e os portugueses estiveram por lá, e só, durante 13 anos, de 1961 a 1974 !!!
    Os pretos que vêm da África do após -descolonização, o mesmo significa virem da selva-primitiva, o tal Sócrates sem meias teias nacionaliza-os como portugueses, claro que sim! E porque não? Eles até são brancos, e bem brancos, quase Nórdicos! Não fosse o tanto sol que apanham nas ruas e nas praias de Portugal!
    Tudo leva a crer que o tal Sócrates é mais preto, do que branco, a confirmá-lo são as várias tendências e inaptidões:
    O gosto pelos pretos, pelos gays, pelo crime:
    Como a despenalização da lei sobre o aborto, a corrupção tanto quanto se sabe, é crime e grave, a vigarice que implica fraude, ilegalidade, desonestidade, a intrujice, enganar pessoas também é crime, forjar diplomas também é crime.
    A falta de inteligência, a falta de capacidade profissional, a falta de vontade para o trabalho e, a falta de respeito para com os portugueses, e por Portugal.

  2. Resposta ao comentário.
    Admira-me esta senhora que tanto pelo que sei é de Angola e descendente de uma das maiores famílias vítimas dos Tugas.
    Defender o que se passa nesta terra, já viu os tugas a defenderem o nosso?
    Já os viu lutar para que fossemos indemnizados do que nos foi roubado por responsabilidade dos Tugas? Deve de saber como eu e muitos de nós que existem muitos dos nossos a passarem fome.
    Tenha juízo, eles que resolvam a merda para onde nos arrastaram e onde se atolaram até ao pescoço, eles que se lixem por tudo o que nos fizeram, ainda os iremos ver esgrimir até Escumarem. Tenha a mesma atitude como eles têm connosco, vítimas e espoliados de Angola.
    Faça como eu e muitos de nós, viemos para este paraíso forçados, somos aqui estrangeiros, o resto é futebol para ver.

  3. Venho acrescentar que me passou , algo de grande gravidade a juntar a tantas outras.
    Depois de ter feito um passeio por meia dúzias de blogs, notei que os Tugas são empenhados na defesa e nas referências aos mortos de Srebrenica sérvios, bósnios, palestinos etc.
    Aos nossos mortos e desaparecidos em Angola, nem escrita, nem fotografias nem com vídios, nunca vi nada salvo entre os Blogs dos nossos.
    Por isto eu digo esta terra estava dividida em 11 partes, com a nossa vinda passou a ter 12 partes e esta a maior feita com as vítimas de Angola.
    Apetece-me mandar todos para aquela parte de onde vieram.

  4. Primeiro – Começo por pedir desculpa ao Senhor Santos responsável pelo Blog “ A Voz Nacional”, não pretendo transformar o Blog, em fórum, e porque para resposta a um comentário aqui feito, a um outro comentário, o que me admira!
    O que escrevo será longo o que passa a aceitação de comentário, para o senhor nascido em Malange- Angola! Por isto as minhas desculpas.

    Mas uma só questão ficou por esclarecer…
    Existiam centenas de Portugueses de Angola que não tinham laços familiares na metrópole, mas existiam centenas de milhares de Portugueses de Angola com laços familiares na chamada metrópole:
    Pais, sogros, tios, primos, etc… Será que também estas pessoas estiveram envolvidas na destruição das vidas materiais e da integridade física e psíquica dos seus familiares que viviam nos territórios longínquos de Portugal?

    Em poucas palavras vou resumir um acontecimento que me marcou profundamente, ocorrido no início de Maio de 1975 no Aeroporto da Portela, Lisboa.
    No referido Aeroporto encontravam-se centenas de pessoas de Angola, já chegadas anteriormente, ocorriam a cada voo que vinha de Luanda, esperavam encontrar um familiar, um amigo, um colega, um vizinho, um conhecido, foi criado um pequeno corredor para a passagem daqueles que iam chegando, crianças, bebés ao colo, jovens velhos alguns em cadeiras de rodas todos com as interrogaÇões espanpadas nos olhos, lágrimas que corriam pelos rostos e pessoas com ar patético pelo drama vivido, e pela incerto ou a incerteza das suas vidas, algumas caíam desfalecidas.

    No corredor estavam dois agentes da PSP, idades compreendidas entre 35 e 40 anos, um destes agentes da PSP, tinha lágrimas nos olhos, que tentava com algum esforço ocultar, o outro e aparentemente o mais jovem olhou para os que chegavam abanou a cabeça e disse:
    -Isto foi um Crime, é um crime o que fizeram, assistir diariamente ao desembarque destas pessoas, como pode ter acontecido tudo isto?

    Quando todo um povo fosse responsável sobre o mais vil acto de traição e de crime praticado sobre a Pátria e sobre nós, na altura teria sido instaurada a ditadura comunista na sua forma feroz, de terror , de repressão e sanguinária, como eles pretendiam.

    Que o diga a Traidor-Mor do quiosque de paris, o velho, anafado-besunto de triste memória:
    Que nem este mutilado, já pequeno, e sangrado espaço queriam deixar para os Portugueses.
    Mas existirem os resíduos, vermelhos, que continuam a senda dos crimes praticados sobre Portugal e sobre o povo, e que incompreensivelmente continuam a ser mantidos nos poderes, e já sem mais para roubar, e com o camarada dos diamantes e do marfim Savimbe, morto, já sem puderem por os pés em Angola para se servirem das suas riquezas como os únicos colonialistas e gatunos que aquela terra conheceu, foram-se servindo dos dinheiros que entravam da UE cuja finalidade eram para a estrutura no crescimento económico e por conseguinte criar a estrutura de independência do país. Como estruturar dos quatro pilares principais e fundamentais de uma sociedade, ou seja, a Saúde, o Ensino, a Segurança Social, a Justiça.

    Nenhuma destas bases foram cuidadas, nem lhes foram dadas prioridade, os portugueses não têm uma assistência na saúde com qualidade, o ensino foi atrasado 60 anos dos países desenvolvidos, não existe uma assistência social, com dignidade, e a justiça não funciona, está podre como estão podres estas quatro bases fundamentais para uma sociedade condigna, e desenvolvida.

    Eles são incompetentes, ignorantes, e corruptos, eles são comunistas, com várias siglas, a última Democracia, que ninguém sabe o que afinal trata;
    Já que Democracia é uma maneira de organizar grupos de pessoas, e cuja característica dominante é a propriedade do poder.
    A Satânica União-Soviética ,também, era; Democracia -Soviética.
    Mas incomprensívelmente o povo continua a votar neles.
    E Portugal que foi uma das maiores e grandiosas Nações do Mundo;
    Hoje, Portugal não tem futuro, e em causa estão as gerações presentes, da Nação. Caso o povo não mude de atitude, e corra pela força ou sem ela com os bandos de bandidos que tomaram por assalto o poder.

    Os países estrangeiros não são paternalistas , todos eles têm o seu umbigo para olharem para ele e por ele, ( aos EUA e à Russia só lhes interessavam Angola; Moçambique, Timor, Cabo-Verde, Guiné, São Tomé e Princípe, foram o bónus da venda), e nenhum país estrangeiro vai tomar conta de Portugal.
    É voz corrente nos países estrangeiros de que:
    “Portugal é um país insustentável”.
    O porto que espera por Portugal neste grave naufrágio onde tem andado à deriva desde o 25 de Abril de 1974; é o porto da banca rota, a miséria, a fome, os suicídios colectivos. Caso os portugueses não ponham os pés à porta.

    Já agora tenho dúvidas que possa pensar como diz ter conhecimento sobre a minha pessoa. Muito há quem escreva sobre o que não sabe, e julga saber, ou quem diz conhecer e não conhece, neste caso seria de grande utilidade voltar a imaginação para as necessidades urgentes do país, e votar.

    Compreendo perfeitamente a sua revolta (que também é a minha, e a de milhões de portugueses) como compreendo o seu estado de espírito ou o seu desalento; mas, espolidados, traídos, e vítimas do maior crime que pode ser praticado contra pessoas, fomos um milhão, hoje somos três milhões. Mas nada fazer, é dar a vitória e favorecer os criminosos que cometeram o crime Lesa-Pátria e os vários crimes sobre as pessoas que viviam nos territórios Portugueses do Ultramar, e, para que se faça Justiça nunca ela será feita enquanto os criminosos dominarem o poder e a Justiça.

    E se já não existem territórios a vender, porque esses já foram vendidos; existe um povo, que é o seu povo, ou o povo de onde descendeu:
    Que tem uma uma Identidade, um Passado de Glória e de Honra, uma História, uma Bandeira, uma Língua Própria e, uma Pátria, e faça-o em nome daqueles que deram a sua vida pela Pátria, pelos que a defenderam acima de outros valores, e por todas as vítimas do 25 de Abril, e em nome daquele Portugal que existia antes dos criminosos lhe terem tirado a Honra, A Nobreza, e o Prestígio:
    Antes da Traição, do Crime, e da Vergonha.

    A forma de combater os criminosos é denunciá-los, acusá-los, escrever, e escrever, para levar as verdades ao maior número possível de pessoas no mundo.
    Para que o mundo faça Justiça, e dar oportunidade a outros partidos e votar nesses novos partidos, racistas? ou o que lhes queiram chamar!
    É um epíteto, de nós brancos que por si só que tem pouca valia! A gravidade é a existência dele nos negros, dado que nesta raça racismo significa matar.

    A Democracia é um reality show de pura hipócrisia, eles querem ser vistos na TV, é um desfilar continuo de burros em espectáculos gratuítos, e os espectáculos do realitys shows estão na moda! como reality shows é a Democracia, pretendem dar enfase de um qualquer racismo dos brancos para com os negros, os brancos não precisam de ser racistas…São de Raça Branca!

    O racismo é uma defesa natural contra o que é maligno e estranho, e essa defesa pode ser mais acentuada e direccionada a uma raça que dá livre curso aos seus instintos primitivos sanguinários, selvagens e de crime, e esta defesa natural contra o mal existe em todos os seres humanos até nos animais irracionais.

    E, sem racismo…
    Desde que o mundo é mundo não existe memória de que um negro se tenha notabilizado no mundo da ciência, ou outros; ah… Martin King, que queria, também, um negro na presidência dos EUA.
    Todas as descobertas científicas dentro das mais variadas aéreas, no mundo da tecnologia, ou investigação, ou outras, são da autoria dos brancos, e que os negros lá vão usando o melhor de que são capazes!

    Como exemplo veja-se os países de África ou outros, onde estiveram brancos e quando estes detinham as chefias desses países; as diferenças são chocantes, entre o antes e o agora; aquando dos brancos eram países civilizados, desenvolvidos substituiam-se os kimbos por cidades de asfalto, ninguém morria pela fome, ninguém morria pelas doenças.
    Passados os poderes aos nergros tudo que os brancos desenvolveram, construíram, durante séculos ou centenas de anos, tudo regrediu destruiram-se as cidades substituindo-as pelos kimbos, transformado-as em lugares putrefactos e infectos.
    Onde morrem pela fome, pelas doenças e pelas guerras tribais ou outras.

    O Haiti foi um país rico e próspero aquando dos brancos; entregue o poder aos negros é o país mais pobre do mundo, nada tem, nada ainda foi construído ou reconstruído, estão há espera que os brancos reconstruam do terramoto.
    A mesma situação irá acontecer na África do Sul cujos brancos eram acusados de Apartheid porque tinham o poder das chefias, mas hoje existem vários Apartheid’s de negro para com negros, de negro para com branco, o racismo, a xenofobia, os crimes violentos, as prisões cheias como nunca estiveram, a segregação e a exploração de nergo para negro, mas dentro do conceito de que África é dos negros, e eles que façam como quiserem, então os negros que não venham para a Europa, porque aqui é de brancos, onde está a civilização, a paz, a inteligência, o progresso, a ciência. Mas, e acima de tudo, que não vivam dependentes dos brancos, afinal nos até somos todos racistas….

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